O investimento diário na saúde pública em Santos é menor que o valor da tarifa do transporte municipal de R$ 2,90. Juntos, Prefeitura e governos Estadual e Federal pagaram R$ 2,27 pelo atendimento de cada morador no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2013.
Santos gasta R$ 2,27 ao dia por pessoa atendida pelo SUS
A quantia está abaixo da média nacional (R$ 3,05 por pessoa), mas coloca Santos em terceiro lugar no Estado de São Paulo, em um ranking com as 20 cidades mais populosas. São Vicente aparece na lanterna (18º), com R$ 1,16.

Entre esses 20 municípios com mais de 200 mil habitantes, a média de gasto diário foi de R$ 1,67. Os dados correspondem a levantamento realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), baseado em relatórios orçamentários dos municípios para o setor, comunicado ao Tesouro Nacional.

Segundo a instituição, Santos destinou à saúde pública em 2013 R$ 353 milhões, sendo 60% para a Assistência Hospitalar e Ambulatorial. O gasto anual com cada santista no SUS representa 38% do que beneficiários de plano de saúde gastam no setor privado.

A divulgação do estudo trouxe também indignação a representantes da categoria, que defendem uma melhor gestão de recursos e aumento no repasse federal.

“No País, o gasto ao ano per capta com saúde é de aproximados US$ 500 dólares (R$ 1.110,00). Analisamos países como Canadá, Espanha e Alemanha e essa quantia chega a US$ 4 mil (R$ 8.880,00)”, afirma o secretário do CFM, Desiré Callegari.

Fonte

Como funciona o mercado de planos de saúde no Brasil, quais são as coberturas obrigatórias, as lacunas existentes, a legislação específica, os principais problemas enfrentados pelo consumidor e as soluções jurídica para cada caso.
Governo lança manual sobre planos de saúde e relações de consumo
Essas são algumas das informações que os mais de 50 milhões de usuários de planos de assistência médica no país vão encontrar no “Manual sobre planos de saúde e relações de consumo” lançado, nesta quarta-feira, pela Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon/MJ), em Gramado, no Rio Grande do Sul.

Segundo a secretaria Nacional de Defesa do Consumidor, Juliana Pereira, o lançamento do manual é uma primeira etapa de uma estratégia de atuação do órgão na área da saúde:

— Hoje (ontem) foi criado um grupo de trabalho do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor que irá discutir ações de monitoramento e fiscalização do setor. Entendemos que o consumidor paga caro pelo plano de saúde e que o atendimento e a prestação do serviços precisa melhorar — avalia Juliana.

O material elaborado com a colaboração técnica da advogada e pesquisadora especializada em planos de saúde, Daniela Batalha Trettel, já está disponível para download gratuito, e tem como um dos objetivos servir como instrumento de estudo e debate sobre as normas e problemas que envolvem a proteção do consumidor de planos de saúde privados no Brasil.

O lançamento — durante a realizado durante a 8ª Reunião dos membros do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, integrado por Procons, Ministérios Públicos, Defensorias Públicas e Entidades civis da área — ocorreu no mesmo dia em que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu a comercialização de 161 planos de 36 operadoras por problemas no atendimento e recusas indevida de procedimentos.

Manual sobre planos de saúde e relações de consumo

Fonte